sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Minha história de leitura.
Me lembro o quanto era constrangedor ter que ler um texto em sala de aula. Quando era para ler em voz baixa, eu nunca terminava a tempo de seguir a classe. Quando era para ler em voz alta era vergonhoso, demorava em palavras, gaguejava, me envergonhava muito. Era sempre um suplício. Não sei dizer por que isso acontecia, mas ainda hoje, às vezes me pego lendo um texto e pensando em outra coisa. Ou algo que o texto me levou a pensar, ou por outra razão qualquer. Hoje tenho a leitura mais treinada e quando vou ler em voz alta, estou sempre com a boca pronunciando palavras que já passaram pelos olhos. Sempre atentos às novas palavras que estão à frente no texto para preparar a verbalização, com entonação, pontuação e até caretas. Quando estas se fazem necessárias!
Reflexão sobre o processo de escrita do relato: "Catar Feijão".
A escrita do relato também foi feita em etapas. Primeiramente foi um jogar palavras que pudessem gravar o processo de forma geral. Depois do ponto final, conforme uma releitura, percebi o quanto algumas palavras estavam fora de ordem, outras soltas, embora não desconexas. Então, com alguns acréscimos, aprimorei o relato para que não ficasse truncado, com degraus ou buracos. Mas foi no momento em que passei o texto para o blog, que este se fez íntegro, coerente e satisfatório. Pelo menos aos meus olhos.
Reflexão sobre o processo de leitura: "Catar Feijão".
Nenhuma leitura é finda. Mesmo com a compreensão do texto na íntegra, sempre há o que se possa ler e entender de novo. Mesmo que este novo não esteja no texto.
Relato do processo de leitura: "Catar feijão".
Começo a ler, tudo vai bem, com fluidez até a dúvida. Tropeço, mas continuo até o fim do parágrafo. Volto à dúvida, releio-a e vou até o fim da primeira parte, não resolve. Volto ao começo passando pelo ponto não compreendido. Desisto, vou em frente, sigo até o fim do poema. Entendo, concordo e me divirto até terminar. Mas não termino, ainda falta, preciso entender! Volto ao começo e quando chego no ponto da dúvida, descubro o aposto, duas vírgulas, sim são elas que eu não havia visto! Agora sim entendo: o papel é água congelada!