Escrever não é tarefa fácil, todos hão de concordar. Além do tema, da profundade, da forma e do alcance, há o respeito - que limita a liberdade, para direcionar o discurso. Mas que discurso é esse?
O discurso que chegue inteiro ao leitor, ou apenas fragmentado? Como saber a que ponto o leitor é capaz de ir para compreender ou acompanhar seu texto? Que leitor é o brasileiro? Se é que podemos generalizar o termo, sem preconceito!
Quem lê um texto lê oque? Lê a si mesmo! O ser completo e por completar. O ser social e cultural, consciente e inconsciente de si, que usa o texto para conhecer mais, mas por pretexto a si mesmo.
O texto que busca conscientizar é deveras pretencioso. Como saber se o leitor já possui aquele conhecimento?
O texto que informa pode ser pouco. Como saber se o leitor já conhece alguns termos necessários ao seu discurso? Será que devemos escrever um "tratado", ou meias-palavras bastam?
Qual o melhor texto para cada situação? Em prosa ou poesia? Qual possibilita, e para quem, a maior liberdade de expressão/compreensão? É isso que se busca na escrita? A liberdade? De quem?
Dúvidas! Estas são as pérolas mais preciosas.