quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Leitura de "Felicidade Clandestina", de Clarice Lispector.


Sentei no sofá confortavelmente e comecei a ler o texto: "Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados." Parei, e exclamei comigo mesma: "Mas essa descrição está estranha!". Li novamente a primeira frase do texto, fazendo a imagem de cada característica descrita. Aí percebi que na primeira leitura havia imaginado cabelos crespos já castanhos e na realidade eram avermelhados. Nesse momento fiquei com vontade de abaixar o texto, pegar uma folha de papel em branco, sem pauta, e desenhar a figura citada. Mas não, continuei lendo, e foi bom! Várias outras descrições aumentaram em detalhes a imagem daquela figurinha até o fim do texto. Desta vez não reli mais nenhuma vez o texto. Só falta desenhar a má-nina.
=> não falta mais!