Na última aula, depois de ter ouvido o que a Carlinha falou sobre gostar de ler e comentar os blogs, que a experiência foi muito gratificante, e depois de todas as outras boas experiências, relatadas pela maioria das presentes, fiquei numa tremenda inquietação, pois a minha experiência tinha sido de sofrimento. Então, ao final da aula, não resisti e resolvi falar sobre isso. Levantei a mão me expondo, e falei o quão difícil foi fazer os comentários, pelo fato de querer comentar o que me chamou a atenção nos textos, precisamente o uso da gramática, ou melhor, a falta dele. Falei o quanto foi ártuo achar uma forma de desviar desse obstáculo para conseguir escrever um texto que fosse bom para quem precisa de incentivos e não de podas. Resolvi que falaria pessoalmente, e pediria a permissão para comentar os usos da língua nos devidos blogs. Mas afinal, de quem é o papel de fazer estes comentários? Não seria do professor? Mas a professora não o faz, provavelmente tendo suas razões, será que eu devo fazê-lo? Saí da aula achando que as pessoas não acharam muito legal o que eu havia colocado. E como poderiam!?
Na sexta, cheguei na aula de História achando que iam me jogar as coisas em cima, que alguém ia falar que eu me achava a tal, mas para a minha surpresa não foi o que aconteceu. Que bom, meu processo de fala tem melhorado muito, antes eu falava as coisas de um jeito que só fazia inimigos. E não é, sinceramente, o que pretendo em vida.
Como se não bastasse o mal-estar anterior, no domingo fiz uma postagem aqui sobre liberdade ao escrever "Porquês e para quem", em decorrência da leitura do texto da Márcia "Ser autor", postado em seu blog. Estava profundamente incomodada com o tema, afinal, qual era a minha liberdade ao comentar os blogs? E também, agora, com a minha postagem. Será que vão entender o que quero dizer? Ninguém cometou ainda... Será que apago? Não vai adiantar, já foi por e-mail e a Márcia já já vai saber!
Resolvi me conter e desviar meus pensamentos para ficar menos angustiada. Foi quando anteontem, folhando a veja que estava ao alcance da mão livre, enquanto a outra segurava um cigarro, cheguei à matéria sobre livros. Na foto um Senhor, na legenda o texto: "Evanildo Bechara: o encanto com o estudo de línguas fez com que ele desistisse da engenharia". - Detalhe: a princípio, havia lido Evaldo (conheço um Evaldo Bertacco, artista plástico). Ah, que interessante - pensei, sem me dar conta de que havia lido o nome errado -, e comecei a ler o texto.
Autor da "Moderna Gramática Portuguesa", ele chama a atenção para alguns preciosismos da língua como "risco de vida" e "correr atrás do prejuízo" entre outros. Achei deveras interessante a argumentação, corretíssima! No primeiro caso, corremos um risco de morte, e no segundo, diz ele, vamos sempre atrás do lucro. Eu já estava dialogando com o texto, quando Bechara me disse condenar o uso das regras do português como ferramenta de opressão. Concordei, não é a minha intenção oprimir ninguém, muito pelo contrário, estou fazendo o curso para descomprimir o ser humano! Ele entendeu. Mais adiante ele disse: "Os sociolingüistas acreditam que ensinar a língua-padrão é uma forma de preconceito social. É um erro. O domínio do padrão é parte essencial da competência lingüística do falante". Com certeza, para uma boa transmissão, ambos, o leitor e o escritor, devem ser competentes em suas funções. Caso contrário, a incompetência de um torna o outro também incompetente! Será? E se for, o que fazer?
Veio à minha mente o texto de domingo, quando li a frase mais interessante do texto: "A língua reflete a liberdade do homem. É uma disciplina em que existem regras, mas acima delas está a intenção expressiva de cada falante e de cada escritor." Adorei o encontro! Ah, o livro da matéria é: "Homenagem: 80 Anos de Evanildo Bechara" (Nova Fronteira/Lucerna; 200 páginas; 29,90 reais). Mas como diz Cláudio Moreno, professor de português aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do programa de português do Colégio Leonardo da Vinci, de Porto Alegre: "A Moderna Gramática Portuguesa é o melhor que o Brasil tem em termos de gramática. Bechara é um acadêmico tradicional que os que querem ser modernos deveriam ler".
Para quem quiser tirar dúvias de escrita, gramática, morfologia, semântica etc..., achei um link muito útil (Info escola - português), que está disponibilizado na minha lista de links: Linkando ao mundo. Bom divertimento para quem quiser pesquisar antes de escrever!
E para quem quiser ver a matéria do Evanildo online: clique aqui
6 comentários:
Oi Paty.
Passando pra deixar um beijo karine
Apenas um OK visto e lido!
Desculpe pessoal, mas retirei o texto para melhorar o que pretendia dizer. Acho que ficou confuso e até errado em algumas partes. Depois ele volta, tá?
[]s
Patty
Rs.. Engraçado você faz isso.. mas beleza.. aguardo a volta.. da mesma forma!
Patrícia, seu blog está ótimo, tanto o layout como o conteúdo. Achei excelente a idéia dos links para páginas interessantes e úteis. Todos deveriam ter links assim, de páginas que podem fornecer informações importantes!
Não perca seu pique, continue nos alimentando com sua polêmicas!
Beijo, Márcia.
Patty, gosto muito de ler seu blog, fico esperando vc fazer novas postagens... :)
beijos Carol
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