sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sincronismo Universal - Farto de fato

É engraçado como as coisas acontecem de uma forma a terem relação umas com as outras. Posso me perguntar, se isso ocorre de fato, por um ato independente da minha vontade, ou se é resultado dela. Poderia eu estar atenta demais ao assunto e enxergar ligações que por si já estavam presentes? Sim, mas os fatos se apresentam em momentos específicos, e é sobre essa apresentação que me espanto. Se sua apresentação fosse constante, poderia ser a minha predisposição momentânea o agente propulsor desse sincronismo. Mas, embora a existência prévia dos objetos não possa ser questionada, sua apresentação de modo sincrônico não deixa de ser surpreendente. Todavia, sempre será dependente da minha percepção, que se ignorasse os sinais, não seria capaz de ver os fios que sustentam o mundo.
Mas do quê falo?
Estive muito ocupada com pesquisas para o seminário desta matéria, embora houvesse uma bibliografia básica, não pude deixar de notar e me incomodar com a minha falta de informação. Descobri um livro, já lido por mim há uns anos, sobre a evolução da escrita. Ao início deste o autor fala de abelhas, como letras, unidades de um todo, como o texto. Há um consenso sobre o simbolismo das abelhas no que tange a comunicação, pois são de fato altamente comunicativas com suas danças. Mas segui o rumo da história da escrita pictográfica à alfabética, passando pelos povos, regiões de ocupação, e tentando entender suas relações de dominação e sobreposição, tarefa talvez um pouco pretenciosa.
Num certo dia, resolvemos alugar uns filmes para as meninas assistirem no fim-de-semana. Pegamos um filme que a mais velha, de dez anos, já tinha sugerido ao pai, e que eu só fiquei sabendo quando estávamos na locadora: Bee Movie. Naquele momento nem podia imaginar que ao assistir encontraria tantas referências iluminadoras. Recomendo o filme para olhos que leiam relações, é riquíssimo!
Fiquei tão entusiasmada que não sabia ao certo o que fazer com toda aquela euforia. Resolvi que iria escrever sobre isso no blog, mas sem computador à mão, peguei uma folha de papel e, não sabendo ao certo por onde começar, comecei a desenhar, pensando que poderia acrescentar-lo ao blog como ilustração. Primeiro fiz o miolo de uma flôr para nele pousar uma abelha. Precisava escrever sobre ela! Por onde começar? Fiz uns hexágonos, por que adoro pensar enquanto desenho formas geométricas e, logo veio uma cachoeira de ligações. Me pus a escrever: "AsBelhas", usando o A para as duas palavras ao mesmo tempo. —"Logico! ABcdefg...". Abaixo do desenho, iniciei um texto talvez impublicável integralmente, mas acredito que possa aqui reproduzí-lo devido às características do espaço.

"Ao desenhar hexágonos pensando em abelhas me deparei com uma estrutura de moléculas (devo trocar por molecular). A união de pontos, numa estrutura tridimensional ou mais, que meus olhos não me permitem conhecer. A passagegm de energia que ocorre nessas ligações também ocorre dentro de mim, que percebo e compreendo internamente.
As abelhas são símbolo de unidades que funcionam bem juntas, assim como as letras. Sozinhas não tem razão (de ser), mas juntas, cada grupo desempenha seu papel no todo mais complexo: a colméia para as abelhas, operárias, soldados, babás, faxineiras, zangões e rainha. O texto para as letras, vogais e consoantes, que formam grupos distintos, cada qual com sua função na formação da palavra, frase, texto, comunicação."

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