II ESCREVER (p93-168)Aqui, o mesmo: por ora apenas as citações, depois os comentários.
19. "No começo do verão… " (p95) -Aqui já vai um comentário: acabo de devolver o livro e, publicando esta postagem percebi que esta citação não tem fim. Amanhã corrijo com o livro em mãos.
20. "Minhas intrigas… ela me curava." (p99)
21. "Trêmulo, sempre a ponto de rasgar minha folha, (…), em minha memória."103 "Começava (…) privados." (p100)
22. "O magistério prometia (…) antigos alunos." (p105-106)
23. "Karl me revirava como uma pele de coelho: eu acreditava escrever tão somente para fixar meus sonhos, (...) "Ah!", declarava meu avô, "não basta ter olhos, é preciso aprender a utilizá-los. Você sabe o que fazia Flaubert quando Maupassant era pequeno? Instalava-o diante de uma árvore e concedia-lhe duas horas para descrevê-la". Aprendi pois a ver." (p107)
24. "Eu observava. Era um jogo fúnebre e decepcionante: cumpria plantar-me perante a poltrona de veludo estampado e inspecioná-la. O que tinha a dizer?" (p107)
25. "Pintando verdadeiros objetos com verdadeiras palavras...eu próprio não me tornasse verdadeiro." (p108)
26. "Em suma, ele me atirou na literatura pelo cuidado que despendeu em me desviar dela: (…) na única e louca esperança de agradar o meu avô." (p110)
27. "É verdade que não sou dotado para escrever; foi o que me fizeram saber (…) seus olhos inocentes viam sem ter a missão de olhar." (p110)
28. "Quando pretendi retomar meu romance, (…) sem dúvida dizia a seus botões que sua política produzia os primeiros frutos." (p112)
29. "Uma gravura, todavia, me transformou: (…) antes que comecem a escrever, antes mesmo que tenham nascido."(p113-114)
30. "Às vezes minha avó levava-me consigo à biblioteca (…) que elas nem sequer olhavam." (p115)
31. "Para evitar trair, instaurei o terror em minha cabeça e em meu vocabulário; (…) tornei-me uma ditadura militar." (p117)
32. "Isso me afligia: eu me armara para defender a humanidade contra perigos terríveis, (…) mundo sem conflitos que reduzia o escritor ao desemprego." (p118)
33. "Imundas futilidades: eu as engoli sem compreendê-las muito bem (…) Tornei-me cátaro, confundi a literatura com a prece, converti-a em sacrifício humano." (p120)
34. "Tudo me pareceu simples: escrever é aumentar de uma pérola o colar das Musas, (…) Não me ocorreu a idéia de que se pudesse escrever para ser lido." (p121)
35. "Escreve-se para os vizinhos ou para Deus. (…) Eu queria devedores de obrigações e não leitores." (p121)
36. "Depois eu tinha nove anos. (…) Clandestino fui verdadeiro." (p122)
37. "Enfim, o idealismo do clerc baseava-se no realismo da criança. (…) e mais tarde, nas bibliotecas em ruínas, elas sobreviveriam ao homem." (p122-123)
38. "O Espirito Santo me contemplava. (…) exceto ao compromisso real que me conduzia à glória por meio dos suplícios." (p124-125)
39. "Por volta dessa época uma anedota me perturbava (…) Ela viria: um dia, numa estrada deserta, beijaria meus dedos." (p128-129)
40. "(…) para renascer era preciso escrever, (…) e obrigavam-na incessantemente a ressucitar minha ausência." (p130-131)
41. "Quando um grande pensamento (…) ele fazia baixar um silêncio fabuloso que transfigurava tudo: o porvir." (p134-135)
42. "Todavia a guerra logo me entediou: (…) sumiram das bancas de jornais." (p140)
43. "Ora, naquele malfadado mês de outubro (…) Não escrevi mais." (p143)
44. "Esqueci conjuntamente a guerra e meu mandato. (…) "A coisa está falando em minha cabeça", disse a minha mãe, que, por sorte, não se inquietou." (p144-145)
45. "Na primeira composição, fui o último. Jovem feudal, tomava o ensino como uma lição pessoal: (…) perdi meu tratamento de favor, mas já estava habituado à democracia."(p146-147)
46. "Em outros termos, eu conservava a ordem dos fins em qualquer circunstância, (…) ainda que a despeito de mim mesmo, a efetuar novos progressos." (p155-156)
47. "Os escritores em idade madura não gostam de ser felicitados com demasiado ardor pela primeira obra (…) depois de amanhã melhor ainda e de acabar por uma obra-prima." (159-160)
48. "É meu hábito e também é meu ofício. (…) Não de todo: eu os adaptei, creio: tendo perdido minhas probabilidades de morrer desconhecido, gabo-me às vezes de viver mal conhecido." (p167-168)
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