quinta-feira, 10 de abril de 2008

As Palavras de Sartre - O LIVRO

Sartre, Jean-Paul. As Palavras. Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 2005.

O livro AS PALAVRAS é composto de 176 páginas e dividido em dois capítulos: LER, com 84 páginas, e ESCREVER, com 75. Foi escrito em 1964 por Jean-Paul Satre, que recusou o Prêmio Nobel de Literatura por acreditar que "nenhum homem merece ser consagrado em vida" ou que "nenhum escritor pode ser transformado em instituição".
A primeira coisa que fiz ao pegar o livro foi ler suas orelhas. Foram tão diretas que ao final da leitura, retornando à elas, vejo o quanto resumem a proposta e a postura do autor.
O processo de leitura não foi fácil, embora a leitura em si tenha sido bastante ineressante. Atentar para citações de como a leitura e a escrita foram para ele, já que o livro trata de sua infância e exatamente desse aprendizado, foi uma tarefa que se realizou basicamente como uma análise.
Passagens interessantes sobre seu olhar ao mundo não deixaram de me chamar a atenção, e estando com um lápis na mão, não pude deixar de marcar tais trechos. Ao fim da leitura, fiz uma nova leitura das marcações, para anotar apenas aquelas que diziam respeito à tarefa que deveria realizar. Porém, acredito que não tenha conseguido me desfazer de trechos marcados subjetivamente por terem sido importantes para a minha leitura do autor.
Como, ao final da seleção, f icaram muitos trechos marcados e pretendo trancrevê-los - pelo menos em parte, para que sirva de guia à quem quiser acompanhar com o livro em mãos -, farei mais duas postagens, uma para cada capítulo. Deixo aqui apenas a primeira marcação com comentário a seguir:
A primeira marcação feita foi sobre PALAVRAS CRUAS e PALAVRAS ENCOBERTAS. O quê ele quer dizer com isso? Palavras diretas, claras e abertas, típicas dos Schweitzer, família de seu avô materno, que eram naturalistas. Já as palavras encobertas eram as preferidas de sua Avó, Louise, que gostava de romances, apreciando menos as intrigas e mais os véus transparentes a envolvê-las. A marcação está à página 12 desta edição no seguinte trecho: "Naturalistas e puritanos (…), refugiada sobre o armário, nua e louca."

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